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riscos_e_rabiscos

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Já Tenho Trabalho!!! :)))))))

 

Ontem escrevi numa resposta a um comentário a um post meu o seguinte: O meu desejo e Esperança de que algo bom me aconteça são tão fortes!

Tenho dito várias vezes que tenho muita Esperança que as coisas melhorem. E parece-me que um desses dias em que as coisas melhoram, chegou hoje.


Ontem entrei em contacto com a minha câmara Municipal no sentido de saber como era o funcionamento das Aecs e qual era o organismo que estava responsável por elas. Fiquei a saber que era um com que eu já tinha trabalhadoe não tinha gostado nada. Confesso que fiquei decepcionada e chateada. Mesmo assim, enviei um CV para eles. Preciso de trabalhar, certo?


Hoje de manhã toca o telefone fixo e é a minha mãe que atende. Toma lá, querem falar com a professora Pepper. Que estranho, quem será?, pensei eu enquanto dizia "sim?"

Após identificação do lado de lá, dizem-me: deve haver algum equívoco, professora. Recebemos ontem o seu mail com o seu CV mas era para confirmar a sua presença na formação, certo?


Escusado será dizer que eu não estava a perceber nada! Então foi-me dito que me tinha sido enviado para o mail um horário no dia 28 de Agosto mas que entretanto tinha sido alterado e me tinham dado mais uma escola. WHAT?!? Mas eu não vi esse mail, respondi. E é verdade. Vou todos os dias ao mail ver as newsletters dos sites de emprego, apagar mails que não interessam e responder a outros mas este... não o vi!

 

Há coisas mesmo estranhas! Como é que eu não vi este mail, alguém me explica? Enquanto falava ao telefone vim ao mail confirmar se o tal mail lá estava... e estava! Ainda fiquei mais intrigada. 

 

Foram-me explicadas as condições, ditas quais as escolas e o número de horas semanais. São 10 horas semanais pagas a recibos verdes (a maior porcaria que inventaram ao cimo da terra!), e tenho três escolas diferentes para dar aulas em dias diferentes com turmas do 3º e 4º anos. Algumas destas escolas tinham fama de não serem grande coisa, esperemos que tenham melhorado entretanto. 

 

Não sei mais pormenores do que isto. Em princípio as aulas irão começar aquando das aulas normais e sei que amanhã terei uma formação obrigatória, pois pelo que percebi, ha muita gente a dar aulas a crianças que deviam estar a dar aulas a carrascos.

 

Tenho que vos confidenciar que estou muito feliz, de coração cheio e muito mais aliviada! Deus fechou-me uma porta mas abriu-me uma janela e estou-lhe eternamente grata por isso. A minha Esperança nunca esmoreceu, embora hajam sempre uns dias em que estamos mais em baixo.

O ordenado que vou receber será baixo mas ligeiramente melhor do que no colégio e para complementar as minhas finanças gostava mesmo que o meu projecto Lovely Things começasse a levantar voo.

De volta à vida real.

Estou de volta à minha rotina. Acabaram-se as férias no meu castelo altaneiro com o meu príncipe e o meu fiel escudeiro. 

 

É um regresso à "real life", ao enfrentar dos problemas, à busca de soluções ao seguir em frente de garras afiadas e dentes à mostra nesta luta diária que agora se impõe.

 

A vida dentro de uma bolinha de sabão que nos protege do mundo apesar da sua fragilidade, terminou. O "luto" também vai aliviando, embora o sentimento de injustiça e de incredulidade pelas justificações dadas continue a pulsar dentro de mim num qualquer cantinho recôndito.

 

Apesar de tudo, já encaro as coisas de outra forma, o tempo ajuda sempre a olharmos as coisas com uma dimensão diferente. 

 

Não perdi a Esperança de que as coisas melhorem, de que isto não passe apenas de (mais) uma fase menos boa e que irá passar. Tenho Esperança  que algo bom esteja reservado para mim. Quero muito acreditar nisto.

A vida continua.

Continuo ainda muito abalada e a tentar colar os cacos. Mas não tenho forma de agradecer a todos aqueles que se têm preocupado comigo, que me têm dado alento e que me alimentam a Esperança.
O fim de semana foi mais leve, a presença do N. teve um efeito paliativo e de conforto. Apesar dos pesadelos e das palavras que ouvi, de vez em quando, me invadirem a mente.
Começa uma nova semana e um novo recomeçar para mim. Está na altura de tratar do que é preciso, deitar fora o que é superfluo, limpar o computadr do que está a mais e, assim, eliminar o que me está a fazer mal neste momento.
E para começar, tomar um comprimido para a forte dor de cabeça com que acordei e que me está a incapacitar de fazer aquilo que é preciso.

O Dia Depois.

Continuo muito abalada. Acordei cheia de dores de cabeça, a sentir alguma raiva. Ainda estremunhada, não sabia se o que me aconteceu era realidade ou tinha sido um sonho. Depois percebi que não era sonho nenhum!

 

Estou de "luto", é como me sinto. Parece que estou num limbo. Estes choques emocionais fortes deixam-me assim, sem acção e reação, adormece-me o cérebro. Talvez seja a forma que, inconscientemente, arranjei para me preservar, para me proteger.

 

O "amanhã" é sempre um novo dia e o tempo um bom conselheiro e quando aliado à esperança, pode ser que as coisas não pareçam tão más.

 

Apesar de tudo continuo a ter Esperança que as coisas melhores mesmo quando a vida nos parece mostrar sempre que não. Esperança é o que me faz andar para a frente.

 

Mês novo, vida nova...

... espero e desejo eu!
Este primeiro dia está a ser nem sei como. Sinto-me muito cansada, com um peso enorme em cima de mim.
Eu acho que isto deve-se ao facto de ter acordado no sábado às seis da manhã com uma dor de cabeça tão forte, mas tão forte que os meus ossinhos nem toleravam o toque.
Hoje também acordei cedo, ao contrário do que costuma acontecer ao domingo.
Pobrezinho do N. que hoje vai iniciar o "turno de verão" e começar a trabalhar à meia noite. 
Custa, mas pelo menos não morre assado no local de trabalho com as caloraças que fazem lá por baixo.
Ó Julho, vê lá se és amiguinho, se não trazes más notícias nem temperaturas altíssimas.
Mi surpreendji, vai!
Agora vou ali mandar-me para cima da minha cama...

Extenuada.

Extenuada mais psicologicamente do que fisicamente. A vida não me dá tréguas. São acontecimentos negativos atrás de acontecimentos negativos. Para quando um raio de sol na minha vida?

 

Há um ano atrás, a minha vida estava um caos. Acontecimentos da vida de outros que se enlearam e embaraçaram na minha vida, e dos quais quase não consegui desatar os nós, e que a muito custo voltei a enrolar nos novelos de vida a que pertenciam.

Entrou 2011, e por uns tempos, instalou-se um clima de "paz ilusória", de calma aparente. Até que o meio do ano chegou.

 

Foi o reiniciar de situações calamitosas sucessivas. Muitas. Fui aguentando, continuo a aguentar. Sempre na esperança que o dia de amanhã seja melhor do que o dia de hoje, Mas parece que esse dia de amanhã nunca chega. Parece que as as coisas boas não me conseguem encontrar, ver onde eu estou, encarrilhar no meu caminho, florear o meu destino.

 

Há tanto tempo que não vejo/sinto uma coisa boa acontecer-me. Sabem aquelas coisas boas que nos fazem inchar de felicidade, perder o fôlego, sentir plenos? Aquelas coisas boas que nos dão ânimo e alento à vida, que nos incentivam e motivam a seguir em frente. Aquelas coisas que nos renovam a energia e nos fazem pensar que afinal vale a pena. Às vezes penso que essas coisas não me estão destinadas.

 

Continuo a viver na esperança. Na esperança que os meus problemas desapareçam, na esperança que as coisas negativas comecem a não invadir a minha vida, na esperança que as pessoas deixem de ser mesquinhas por coisas sem importância e que não me contemplem com mais esse problema, na esperança de ter tranquilidade e paz, na esperança de sobreviver a esta crise que todos os dias me afunda mais um pouco.

Continuo a ter a esperança que 2012 seja um ano de esperança, de vida melhor, de mais amor e carinho, de menos problemas e mais sorrisos. Continuo com esperança.

 

Mas até lá, sinto-me extenuada.

 

Um Problema Na Sombra

              

 

Há alturas na vida em que nos apetece ardentemente desaparecer, esvair-se em fumo. Desaparecer com um simples estalar de dedos. E não é por cobardia ou incapacidade de enfrentar os problemas. Não. É tão simplesmente porque existem alguns problemas para os quais todas as soluções do mundo não servem para resolvê-los. Parece não existir um antídoto para eles, uma solução.

 

Como se resolve este tipo de problemas? Como se resolve um problema que quanto mais se combate, mais parece que se agiganta? É quase impossível conseguir-se viver com tranquilidade de espírito por mais que se ignore e evite o problema. É quase impossível viver-se sem que esse mesmo problema não invada a nossa mente, despoletado por pequenas coisas do quotidiano.

 

E esse problema é tão incisivo e exasperante que, por vezes, parece conseguir fazer com que o nosso organismo crie anti-corpos contra nós mesmos, que nos provoque uma urticária que nos faça sentir no inferno, que nos escave um buraco nas entranhas como se fosse o maior dos fossos.

 

E por mais que este problema esmague alguém, o humilhe e o estraça-lhe, acaba sempre por o atrair para o seu ponto centrífugo. Apenas porque se quer. Apenas porque não queremos saber dos outros, dos que nos amam realmente. Apenas porque continuamos ingénuos, e de ser levados com duas cantigas. E assim, não há qualquer resolução para o caso.

 

Resta-me apenas sentar, esperar desesperando que um raio de sol me ilumine e dê a mão...

 

Esperança e Renovação.

Com o Natal à porta e com um novo ano quase a começar a invadir as nossas vidas, as mudanças urgem.

 

Tenho esperança e quero acreditar que as coisas vão mudar... e que as coisas más ficarão para trás e que uma nova luz entrará na minha vida.

 

Por tudo isto e para que o stress fosse afugentado e eu usufruisse um pouco de uma coisa de que gosto muito de fazer, decidi elaborar mais um novo visual aqui para a minha casinha online.

 

Entrem, sentem-se e vejam se se sentem confortáveis. :)))

Dezassete

                          

 

“O dezassete é tradicionalmente considerado um número aziago, pois um anagrama de seu número romano XVII é VIXI, que em latim significa "eu vivi", ou seja "estou morto". Em alguns países, como na Itália, se diz que a sexta-feira 17 seja um dia aziago, pois Jesus teria morrido justamente em uma sexta-feira.

 Na Cabala, entretanto, o 17 é um número de boa sorte, pois segundo a Gematria, é a soma das letras hebraicas têt (9), waw (6) e bêth (2), que formam a palavra טוב, tôb, que significa "bem". “ (In, Wikipédia)

 

 

Reparei hoje que o número dezassete tem surgido várias vezes na minha vida de há algum tempo para cá. Já deve ter passado mais vezes por mim mas só agora reparei nele.

 

O meu namoro com o N. começou num dia 17. O meu afilhado nasceu dia 17. A minha afilhada nasceu no dia 17. A minha cirurgia foi dia 17. E um raio de luz que me iluminou hoje com algum esperança, também será dia 17.

São muitas ocorrências do mesmo número!

 

No meu caso, não concordo nada que seja um número aziago. Dou razão à cabala pois tudo o que aconteceu num dia 17 foram coisas boas ou trouxeram coisas boas.

 

Fui à minha médica hoje para lhe pedir um atestado de robustez e aproveitei logo para desfiar o rol da minha vida. Afinal ela conhece-me desde sei lá quando.

Depois de lhe contar das minhas maleitas e ela me ter receitado medicação, expus-lhe a minha situação da cirurgia. É claro que eu já sabia qual a resposta dela: “sim, aproveita!”

Desabei em lágrimas – eu sou assim, chorona, pronto! – e disse-lhe que não queria fazer esta cirurgia. Não sei se ela percebeu ou fingiu que não percebeu os meus receios e hesitações.

Entretanto entrou uma das enfermeiras que me tratava da minha “cratera” e encontrou-me debulhada em lágrimas. Ficou estupefacta a olhar para mim e depois perguntou-me “então mas a doutora I. fez-lhe mal?”. Breve explicação do debulhanço em lágrimas.

No final da consulta, a médica disse-me que eu só poderia fazer uma cirurgia daquelas caso estivesse preparada psicologicamente (coisa que nem em sonhos estou!), e que aquela cirurgia era a que se fazia quando se tinha não-sei-o-quê no cólon, e ainda que aquela cirurgia era recente com o objectivo de perder peso, estando numa espécie de fase experimental. E com isto, ainda fiquei mais convencida que a minha opção não é assim tão disparatada.

 

Tinha marcado uma explicação para as 14.30h. Lá fui, eu a muito custo, com uma dor de cabeça descomunal e os olhos vermelhos inchados e vermelhos de tanto chorar. Resumindo, imprópria para consumo. Mas a miúda tinha teste…

Abri o correio. Esperava quilos de publicidade e contas para pagar. Mas no meio disto vinha uma carta do hospital. “Mas que raio! O que é que querem agora?! Será alguma conta para pagar? Mas eu paguei tudo…”, fui falando comigo conforme subia as escadas. Abri a porta, depositei a tralha e fui a correr abrir a carta. Era a marcação de uma consulta no hospital para ir à dietista dia 17 do 12. Estranhei aquilo mas depois percebi, pelo documento que trazia anexo, que tinha sido feito o pedido de marcação no dia da alta da minha fistulectomia. Portanto, não tinha nada a ver com esta proposta de cirurgia.

 

Este rasgo de luz veio trazer-me alguma esperança e alento. No entanto continuo em dúvida se hei-de fazer os exames de preparação para a cirurgia. Acho que se calhar não vale a pena… que se calhar vou primeiro à consulta da dietista, exponho-lhe o caso e logo se vê o que ela diz!

 

 

Em todas as lágrimas há uma esperança”

                                                                      Simone de Beauvoir